Sobre a Comunidade

A Comunidade Vida Nova iniciou suas atividades de forma muito precária e com poucos recursos financeiros e humanos, assim como a maioria das Comunidades Terapêuticas. Ela foi fundada em 14 de Janeiro de 1999, com objetivo principal de tratar da recuperação de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de substâncias psicoativas.
O início da Comunidade Vida Nova foi marcado pela falta de credibilidade por parte da sociedade. As pessoas não entendiam o trabalho realizado na Entidade, afinal, eram poucas as entidades filantrópicas na região, e a sociedade local ainda não estava habituada aquilo. E, por ter realizado um trabalho pioneiro no município de Leme, não havia recursos financeiros para a compra de um local com infraestrutura impecável; a Entidade era composta por uma estrutura simples: um espaço alugado em que havia apenas uma casa com três quartos, sala, cozinha e banheiro. Contudo, as dificuldades encontradas eram adversas a fé e a força de vontade, servindo apenas como motivação, impulsionando-o a continuar.
Sem apoio financeiro e, contando apenas com a realização de eventos para arrecadação de verbas, a Comunidade Vida Nova foi formalizando parcerias ao longo do caminho, através das quais foi se tornando possível a execução de melhorias contínuas dos serviços prestados e das condições oferecidas às pessoas em tratamento.
Com o passar do tempo, mais pessoas foram conhecendo o trabalho desenvolvido e, assim, os resultados começaram a aparecer, fazendo com que cada vez mais pessoas buscassem ajuda na Instituição. Desta forma, foi se tornando necessária a ampliação dos alojamentos para atender as pessoas que procuravam uma vida nova. Mas os problemas financeiros ainda se faziam presentes, forçando, assim, o Sr. César a buscar alternativas para solucioná-los.
Foi então que se iniciou uma nova forma de tratamento que mesclava atividades que contribuíam para a recuperação e auxiliavam na expansão Comunidade Vida Nova, as laborterapias. Elas foram de grande valia, tanto para os residentes que as utilizavam, como para a Entidade, pois algumas das áreas em que as atividades laborterápicas se faziam presente contribuíam para o crescimento da própria estrutura da Entidade. A partir desta iniciativa, a instituição passou a atender duas necessidades básicas: a expansão da Comunidade Vida Nova e a reinserção do residente à sociedade e ao mercado de trabalho.
Com isso, a Comunidade Vida Nova, além das atividades já existentes, passou a incorporar no processo de tratamento uma marcenaria, funilaria, serralheria, oficina mecânica e uma área de produção de blocos de cimento; todas as áreas para o desenvolvimento das atividades laborterápicas.
Com o decorrer do tempo, foram incorporadas várias atividades laborterápicas, algumas ainda existentes, outras não mais. E, por fim, a Comunidade Vida Nova foi comprada com recursos próprios, o que tornou possível novas melhorias, uma maior expansão na infraestrutura e, decorrente desta expansão, mais alojamentos foram criados para atender mais dependentes de substancias psicoativas que busquem uma vida nova.