Nossa História

A Comunidade Vida Nova iniciou suas atividades de forma muito precária e com poucos recursos financeiros e humanos, assim como a maioria das Comunidades Terapêuticas. Ela foi fundada em 14 de Janeiro de 1999 por iniciativa do seu fundador, o Sr. César Eduardo de Barros, com objetivo principal de tratar da recuperação de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de substâncias psicoativas.
O início da Comunidade Vida Nova foi marcado pela falta de credibilidade por parte da sociedade. As pessoas não entendiam o trabalho realizado na Entidade, afinal, eram poucas as entidades filantrópicas na região, e a sociedade local ainda não estava habituada aquilo. E, por ter realizado um trabalho pioneiro no município de Leme, não havia recursos financeiros para a compra de um local com infraestrutura impecável; a Entidade era composta por uma estrutura simples: um espaço alugado em que havia apenas uma casa com três quartos, sala, cozinha e banheiro. Contudo, as dificuldades encontradas eram adversas a fé e a força de vontade do Sr. César, servindo apenas como motivação, impulsionando-o a continuar.
Sem apoio financeiro e, contando apenas com a realização de eventos para arrecadação de verbas, a Comunidade Vida Nova foi formalizando parcerias ao longo do caminho, através das quais foi se tornando possível a execução de melhorias contínuas dos serviços prestados e das condições oferecidas às pessoas em tratamento.
Com o passar do tempo, mais pessoas foram conhecendo o trabalho desenvolvido e, assim, os resultados começaram a aparecer, fazendo com que cada vez mais pessoas buscassem ajuda na Instituição. Desta forma, foi se tornando necessária a ampliação dos alojamentos para atender as pessoas que procuravam uma vida nova. Mas os problemas financeiros ainda se faziam presentes, forçando, assim, o Sr. César a buscar alternativas para solucioná-los.
Foi então que se iniciou uma nova forma de tratamento que mesclava atividades que contribuíam para a recuperação e auxiliavam na expansão Comunidade Vida Nova, as laborterapias. Elas foram de grande valia, tanto para os residentes que as utilizavam, como para a Entidade, pois algumas das áreas em que as atividades laborterápicas se faziam presente contribuíam para o crescimento da própria estrutura da Entidade. A partir desta iniciativa, a instituição passou a atender duas necessidades básicas: a expansão da Comunidade Vida Nova e a reinserção do residente à sociedade e ao mercado de trabalho.
Com isso, a Comunidade Vida Nova, além das atividades já existentes, passou a incorporar no processo de tratamento uma marcenaria, funilaria, serralheria, oficina mecânica e uma área de produção de blocos de cimento; todas as áreas para o desenvolvimento das atividades laborterápicas.
Com o decorrer do tempo, foram incorporadas várias atividades laborterápicas, algumas ainda existentes, outras não mais. E, por fim, a Comunidade Vida Nova foi comprada com recursos próprios, o que tornou possível novas melhorias, uma maior expansão na infraestrutura e, decorrente desta expansão, mais alojamentos foram criados para atender mais dependentes de substancias psicoativas que busquem uma vida nova.